Desde seu descobrimento há 5 séculos atrás, o Brasil tem sido um território de ampla exploração pelos países ditos "dominantes". De Colônia a país independente que somos hoje, ainda persistem diversas facetas de passividade, as quais são mascaradas afim de se manterem as aparências e o controle da população.
Pode parecer um discurso nacionalista, patriótico, e este assunto trazido à tona tem mesmo este intuito, de questionarmos as decisões que levaram nossa nação à completa submissão estrangeira.
Muita coisa aconteceu de lá pra cá nestes cinco séculos de história do maior país da América Latina, por isso deterei-me apenas a análise da conjuntura atual, e dos aspectos que tornam nossa independência disfarçada e cada vez mais distante de um horizonte desejável por todos.
Não poderíamos esperar muito mesmo de um território encontrado a milhares de milhas náuticas da Europa, e que representava a conquista do investimento monárquico nas explorações marítimas e o implícito livre arbítrio sobre as riquezas que detinham-nas.
Os movimentos de grupos ou lideranças em contraposição ao que foi-nos pré-determinado surgiram naturalmente com o passar dos anos, em resposta as imposições dos mandatários, tal qual ocorreu em nossa Independência, cujo "despertar" surgiu com a cobrança de taxas exorbitantes pelos monarcas portugueses.
O que chama a atenção, no entanto, é a perene apatia da população, nestas questões que concernem nossa permissividade. Este é um tema que merece um artigo à parte inclusive, onde abordarei futuramente o papel da mídia e do compromisso de Estado em conduzir a formação do indivíduo.
A ausência de um planejamento para o desenvolvimento da pátria tem nos causado diversas perdas ao longo das últimas gestões governamentais. De um país com certa estrutura estatal e onipresente, transformamo-nos em uma terra suscetível ao poder financeiro internacional, que paulatinamente vem tecendo sua teia invisível nos mais diversos setores que compõe a administração do país. Para os poucos que acompanham os noticiários diariamente, não é de hoje que se falam em concessões ( forma mascarada de privatização ) em áreas nobres, como as de portos e aeroportos, rodovias, empresas de energia, etc.... Neste caso específico, fica o questionamento , a carga tributária imposta ao cidadão e empresários brasileiros é hoje insuficiente para subsidiar atividades primárias da economia ? Obviamente que necessitaria de mais alguns parágrafos para tentar responder, mas acredito que a sanha arrecadatória governamental é fruto da especulação financeira que cultivou-se há séculos em solo pátrio, e que exerce uma ação aniquilante e predatória sobre nossa soberania. Além disso, o montante arrecadado com estes negócios "vantajosos", será revertido em quê? Se é pra alimentar a ciranda financeira e cobrir juros da dívida pública, me perdoem , mas é um péssimo negócio.
Outro ponto em que devemos nos ater é sobre a abertura indiscriminada de nossas fronteiras aos produtos de origem estrangeira, que trouxe, a longo prazo, um declínio da evolução industrial e tecnológica e desemprego em massa de nossa população.
Em algum momento vimos alguma ação conjunta de nossas lideranças políticas no intuito de reunir esforços para uma estratégia de crescimento sustentável? Não, o que se nota é justamente o contrário, que são iniciativas isoladas, com interesses particulares, geralmente permeadas de trocas vantajosas entre os envolvidos.
As danosas consequências dessas políticas emergem gradativamente e demonstram o equívoco destas decisões a longo prazo. Atende-se instantaneamente a sede de consumo imposta pela sociedade, mas não se pensa no resultado.
A ganância, falta de escrúpulos e a sede de poder fazem com que a maioria das pessoas com cargos decisórios se entreguem aos ganhos mirabolantes que o sistema oferece em troca de facilitações para permanecer conduzindo sua hegemonia. Analisar, questionar e encontrar novos caminhos é a tarefa daqueles que se sentem explorados e amargurados, assim como nós,
num país que pode ter um altivo destino.
Este blog surgiu da necessidade de entendermos o porquê das vicissitudes que o Brasil vive até hoje, considerando a natureza exploratória de sua colonização e as suas terríveis consequências submetidas a população brasileira.
domingo, 5 de novembro de 2017
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Inimigos da Pátria
O terremoto político que vem assolando o Brasil nos últimos meses teve seu epicentro na semana passada em Brasília, com a revelação das gravações de uma conversa de Joesley Batista, do grupo JBS, com o Presidente da República Michel Temer.
Num primeiro momento, deve-se suspeitar desta divulgação oportuna, porque ela vem amenizar a situação do réu e ex-presidente Lula, que até então era alvo da opinião pública, haja visto seu depoimento ao Juiz Sérgio Moro sobre o inquérito instaurado com relação ao apartamento triplex no Edifício Solaris no Guarujá e de tantos outros processos em andamento na Justiça Federal.
O furo de reportagem obtido pela Globo, trouxe um abalo sísmico de proporções imensuráveis, já que ainda ressoa mundo afora e trouxe-nos um cenário de incertezas para o futuro próximo. Justo agora que alimentávamos esperanças quanto a retomada de crescimento e saída do grave momento econômico pelo qual passamos. Agora cabe a pergunta, o estratagema montado de gravar a conversa, agendar um encontro com o Presidente e inquiri-lo sobre temas comprometedores foi idéia de quem? Da PGR ou MPF ? Ou oriundo de uma trama maquiavélica para virar a mesa do jogo? Lembremos que estas instituições não haviam permitido a "escuta" , tanto que ela se realizou com as piores intenções possíveis, afim de abalar as estruturas governamentais, colocando-nos numa encruzilhada sem precedentes na história política brasileira.
Sabe-se também que a irresponsabilidade das autoridades jurídicas - diga-se STF e PGR - em divulgar este conteúdo, que foram, segundo peritos, editados previamente, tem seu teor questionável e não podem ser considerados como provas contra a Presidência.
Neste contexto, causa indignação a qualquer cidadão brasileiro saber que os responsáveis pela maior subtração de recursos do tesouro nacional da história recente encontram-se livres e impunes em Nova York. Seus atos são imperdoáveis e trouxeram danos imensos ao erário, que dificilmente serão compensados no futuro.
É inegável também que, recepcionar no Palácio do Jaburu, um sujeito investigado pela Lava Jato como Joesley Batista ao final do dia é suspeito e questionável, ainda mais sendo a maior autoridade executiva do país. No entanto, antes de tomar qualquer conclusão sobre o assunto, é importante que analisemos o jogo de poder incutido neste instante, onde uma horda de militantes políticos recém depostos do poder, tramam a qualquer custo artimanhas para comprometer a governabilidade da República, e somam-se a eles diversas autoridades jurídicas nomeadas na Era PT.
A postura da Rede Globo também chama a atenção, porque foi a responsável pela obtenção da manchete, e dá ênfase tão somente a "atitude criminosa" de Temer, sem titubear nas desastrosas consequências para a nação e sem questionar também
a absolvição dos Irmãos Metralha.
O que se sabe e deve ser levado em conta é que os "Batista", ao longo dos últimos anos, foram favorecidos com verbas públicas para estruturar uma rede multinacional que tomou de assalto os cofres do BNDES, para financiar a campanha de diversas candidaturas do " sistema " e agora gozam de uma vida invejável à qualquer cidadão do mundo.
Como brasileiros não podemos admitir que isto se encerre desta forma, pois exigir maiores esclarecimentos e a devolução de todo o capital brasileiro submetido a esta negociata escusa é uma obrigação para quem quer ver o Brasil passado a limpo de verdade.
Num primeiro momento, deve-se suspeitar desta divulgação oportuna, porque ela vem amenizar a situação do réu e ex-presidente Lula, que até então era alvo da opinião pública, haja visto seu depoimento ao Juiz Sérgio Moro sobre o inquérito instaurado com relação ao apartamento triplex no Edifício Solaris no Guarujá e de tantos outros processos em andamento na Justiça Federal.
O furo de reportagem obtido pela Globo, trouxe um abalo sísmico de proporções imensuráveis, já que ainda ressoa mundo afora e trouxe-nos um cenário de incertezas para o futuro próximo. Justo agora que alimentávamos esperanças quanto a retomada de crescimento e saída do grave momento econômico pelo qual passamos. Agora cabe a pergunta, o estratagema montado de gravar a conversa, agendar um encontro com o Presidente e inquiri-lo sobre temas comprometedores foi idéia de quem? Da PGR ou MPF ? Ou oriundo de uma trama maquiavélica para virar a mesa do jogo? Lembremos que estas instituições não haviam permitido a "escuta" , tanto que ela se realizou com as piores intenções possíveis, afim de abalar as estruturas governamentais, colocando-nos numa encruzilhada sem precedentes na história política brasileira.
Sabe-se também que a irresponsabilidade das autoridades jurídicas - diga-se STF e PGR - em divulgar este conteúdo, que foram, segundo peritos, editados previamente, tem seu teor questionável e não podem ser considerados como provas contra a Presidência.
Neste contexto, causa indignação a qualquer cidadão brasileiro saber que os responsáveis pela maior subtração de recursos do tesouro nacional da história recente encontram-se livres e impunes em Nova York. Seus atos são imperdoáveis e trouxeram danos imensos ao erário, que dificilmente serão compensados no futuro.
É inegável também que, recepcionar no Palácio do Jaburu, um sujeito investigado pela Lava Jato como Joesley Batista ao final do dia é suspeito e questionável, ainda mais sendo a maior autoridade executiva do país. No entanto, antes de tomar qualquer conclusão sobre o assunto, é importante que analisemos o jogo de poder incutido neste instante, onde uma horda de militantes políticos recém depostos do poder, tramam a qualquer custo artimanhas para comprometer a governabilidade da República, e somam-se a eles diversas autoridades jurídicas nomeadas na Era PT.
A postura da Rede Globo também chama a atenção, porque foi a responsável pela obtenção da manchete, e dá ênfase tão somente a "atitude criminosa" de Temer, sem titubear nas desastrosas consequências para a nação e sem questionar também
a absolvição dos Irmãos Metralha.
O que se sabe e deve ser levado em conta é que os "Batista", ao longo dos últimos anos, foram favorecidos com verbas públicas para estruturar uma rede multinacional que tomou de assalto os cofres do BNDES, para financiar a campanha de diversas candidaturas do " sistema " e agora gozam de uma vida invejável à qualquer cidadão do mundo.
Como brasileiros não podemos admitir que isto se encerre desta forma, pois exigir maiores esclarecimentos e a devolução de todo o capital brasileiro submetido a esta negociata escusa é uma obrigação para quem quer ver o Brasil passado a limpo de verdade.
domingo, 7 de maio de 2017
Taxas de juros no Brasil são intoleráveis
Não precisa ser economista no Brasil para saber que as imposições do Sistema Financeiro Mundial são abusivas e tem levado milhões de pessoas a situações vexatórias, desnecessárias e até mesmo críticas, como a depressão e o suicídio.
Quem aqui ainda não passou por momentos indesejáveis, onde precisou de dinheiro emprestado dos bancos consolidados e caiu numa verdadeira armadilha de juros em cima de juros?
Pois é, são tantas imoralidades que seria difícil enumerá-las, tanto que a assombrosa porcentagem de famílias endividadas no estado de Santa Catarina ultrapassa os 80%, a maioria delas encrencadas com o cartão de crédito, cheque especial, carnês e financiamento de veículos.
Pesquisando um pouco mais sobre o tema, percebe-se que estas taxas flutuantes, reguladas pelo Banco Central, são instrumentos de exploração da sociedade brasileira, que diferente de tantas outras nações, sofre calada, sem ao menos ter representantes que lutem contra a opressão dos banqueiros nacionais e internacionais que deitam e rolam na América Latina.
Também não é difícil de entender a razão pela qual as vozes contrárias, como este texto por exemplo, não ressoam pelos canais mais consagrados, haja visto a influência que o capital tem sobre o comportamento das pessoas. Quantos dólares são necessários para aquietar autoridades que detém o poder para questionar tais instrumentos de dominação? Contam-se nos dedos os indivíduos com predicados morais reservados, que não se rendam às tentações do dinheiro fácil oferecido em troca do silêncio oportuno.
A queda dos famigerados "spreads" bancários possibilitaria uma aquecimento do mercado, onde as pessoas poderiam ter maior acesso aos bens de consumo, reaquecendo diversos setores da economia, como o da indústria, de serviços e comércio em geral.
Para finalizar, apenas um comparativo com nosso irmão, um pouco mais velho, mas descoberto na mesma época, em meados do Século XV. Nosso primogênito Estados Unidos, por exemplo, possui taxa de cartão de crédito que não ultrapassa os 25% ao ano, sendo que aqui em terras tupiniquins, os brasileiros, mesmo com todas as desigualdades sofridas durante séculos, são obrigados a engolir mais de 400% .
Nem mesmo a alardeada medida de redução dos juros pelo governo, ocorrida no início deste ano ,vem dar um fôlego para o cidadão enrolado com suas finanças. Seu valor praticamente é o mesmo, e não deve ser aceito pela nossa sociedade.
Isso é um caso de polícia, pois a usura, que é o ganho abusivo de juros em cima de empréstimos financeiros, é tipificada como crime há muito tempo.
Que esta indignação tome vulto e consigamos num futuro próximo enfrentar estas aberrações que sugam a energia vital da sociedade brasileira.
Quem aqui ainda não passou por momentos indesejáveis, onde precisou de dinheiro emprestado dos bancos consolidados e caiu numa verdadeira armadilha de juros em cima de juros?
Pois é, são tantas imoralidades que seria difícil enumerá-las, tanto que a assombrosa porcentagem de famílias endividadas no estado de Santa Catarina ultrapassa os 80%, a maioria delas encrencadas com o cartão de crédito, cheque especial, carnês e financiamento de veículos.
Pesquisando um pouco mais sobre o tema, percebe-se que estas taxas flutuantes, reguladas pelo Banco Central, são instrumentos de exploração da sociedade brasileira, que diferente de tantas outras nações, sofre calada, sem ao menos ter representantes que lutem contra a opressão dos banqueiros nacionais e internacionais que deitam e rolam na América Latina.
Também não é difícil de entender a razão pela qual as vozes contrárias, como este texto por exemplo, não ressoam pelos canais mais consagrados, haja visto a influência que o capital tem sobre o comportamento das pessoas. Quantos dólares são necessários para aquietar autoridades que detém o poder para questionar tais instrumentos de dominação? Contam-se nos dedos os indivíduos com predicados morais reservados, que não se rendam às tentações do dinheiro fácil oferecido em troca do silêncio oportuno.
A queda dos famigerados "spreads" bancários possibilitaria uma aquecimento do mercado, onde as pessoas poderiam ter maior acesso aos bens de consumo, reaquecendo diversos setores da economia, como o da indústria, de serviços e comércio em geral.
Para finalizar, apenas um comparativo com nosso irmão, um pouco mais velho, mas descoberto na mesma época, em meados do Século XV. Nosso primogênito Estados Unidos, por exemplo, possui taxa de cartão de crédito que não ultrapassa os 25% ao ano, sendo que aqui em terras tupiniquins, os brasileiros, mesmo com todas as desigualdades sofridas durante séculos, são obrigados a engolir mais de 400% .
Nem mesmo a alardeada medida de redução dos juros pelo governo, ocorrida no início deste ano ,vem dar um fôlego para o cidadão enrolado com suas finanças. Seu valor praticamente é o mesmo, e não deve ser aceito pela nossa sociedade.
Isso é um caso de polícia, pois a usura, que é o ganho abusivo de juros em cima de empréstimos financeiros, é tipificada como crime há muito tempo.
Que esta indignação tome vulto e consigamos num futuro próximo enfrentar estas aberrações que sugam a energia vital da sociedade brasileira.
sábado, 22 de abril de 2017
Doping Eleitoral
As revelações trazidas nestes últimos meses com os desdobramentos da Operação Lava Jato demonstram que as táticas de permanência no poder são diversas e, sobretudo, desonestas para com aqueles que competem ingenuamente os pleitos eleitorais em nosso país.
No mundo desportivo, é de conhecimento da sociedade o hábito de se usarem substâncias proibidas para melhorar o desempenho dos atletas. E na esfera política temos a prática do "caixa 2", que turbina campanhas eleitorais com dinheiro não contabilizado e que desequilibra o jogo, fortalecendo o lado dos políticos corruptos e interesses do sistema vigente.
Engraçado é que no mundo contemporâneo, pelo menos quando se tratam de competições de nível internacional, qualquer ilicitude comprovada é punida com o devido rigor, onde atleta, treinador e até o país de origem envolvido sofrem duras sanções, chegando até mesmo ao banimento definitivo do envolvido no esporte que praticava.
Agora na política brasileira, o hábito de privilegiar candidaturas de pessoas comprometidas com os interesses escusos de corruptores é passivamente aceito, reflexo de uma rotina praticada há décadas e que tendencia os resultados do jogo desde os primórdios de sua implementação.
Saltam aos olhos as cifras mencionadas pelos delatores, que ultrapassaram a cifra de bilhões de dólares e configuram hoje como o maior crime financeiro já registrado na história mundial.
O protecionismo de "nossos representantes" eleitos é algo natural de se esperar na pauta das discussões no Congresso Nacional, pois, cientes das consequências nefastas para suas carreiras públicas, fazem de tudo para obter anistia dos crimes praticados e permanecerem no protagonismo das ações de nossa República.
Já imaginaram que além da esfera da Odebrecht, catalisando resultados convincentes nas urnas, existem milhares de outras empresas/indústrias no país que agem da mesma maneira, catapultando representantes nas esferas do poder para beneficiarem-se posteriormente?
O remédio é amargo, causará transtornos e aversão de muitos "pacientes", mas precisa ser administrado para conter esta infecção que tomou conta do Brasil.
A criminalização do caixa 2, em trâmite na Câmara dos Deputados e contida nas 10 medidas contra a corrupção, é um dos aspectos que devem ser defendidos pela sociedade à todo custo, com o intuito de interromper este ciclo vicioso, responsável pela abundância de fatos negativos expostos na mídia nestes anos recentes, e a inanição da pátria no quesito desenvolvimento.
Imaginem que agora, neste exato momento, diversos deputados e senadores, beneficiados pelas "injeções de ânimo" das empreiteiras, estão atuando livremente em seus mandatos parlamentares - algo que não seria aceito em qualquer país desenvolvido deste planeta - já que o correto seria o afastamento imediato dos envolvidos de seus cargos, para que as investigações possam ser realizadas sem a influência destes nas conduções das autoridades judiciais, com o intuito de atrapalhar os levantamentos de provas.
A equidade que desejamos aos postulantes de cargos representativos é um dos pré-requisitos que a democracia Brasileira deve oferecer ao cidadão que tenha aptidão a vida pública, dando uma chance assim aos indivíduos com valores cívicos e morais sólidos de atuarem como líderes na defesa da pátria e de nossa soberania e sendo intermediadores da retomada do crescimento nacional.
No mundo desportivo, é de conhecimento da sociedade o hábito de se usarem substâncias proibidas para melhorar o desempenho dos atletas. E na esfera política temos a prática do "caixa 2", que turbina campanhas eleitorais com dinheiro não contabilizado e que desequilibra o jogo, fortalecendo o lado dos políticos corruptos e interesses do sistema vigente.
Engraçado é que no mundo contemporâneo, pelo menos quando se tratam de competições de nível internacional, qualquer ilicitude comprovada é punida com o devido rigor, onde atleta, treinador e até o país de origem envolvido sofrem duras sanções, chegando até mesmo ao banimento definitivo do envolvido no esporte que praticava.
Agora na política brasileira, o hábito de privilegiar candidaturas de pessoas comprometidas com os interesses escusos de corruptores é passivamente aceito, reflexo de uma rotina praticada há décadas e que tendencia os resultados do jogo desde os primórdios de sua implementação.
Saltam aos olhos as cifras mencionadas pelos delatores, que ultrapassaram a cifra de bilhões de dólares e configuram hoje como o maior crime financeiro já registrado na história mundial.
O protecionismo de "nossos representantes" eleitos é algo natural de se esperar na pauta das discussões no Congresso Nacional, pois, cientes das consequências nefastas para suas carreiras públicas, fazem de tudo para obter anistia dos crimes praticados e permanecerem no protagonismo das ações de nossa República.
Já imaginaram que além da esfera da Odebrecht, catalisando resultados convincentes nas urnas, existem milhares de outras empresas/indústrias no país que agem da mesma maneira, catapultando representantes nas esferas do poder para beneficiarem-se posteriormente?
O remédio é amargo, causará transtornos e aversão de muitos "pacientes", mas precisa ser administrado para conter esta infecção que tomou conta do Brasil.
A criminalização do caixa 2, em trâmite na Câmara dos Deputados e contida nas 10 medidas contra a corrupção, é um dos aspectos que devem ser defendidos pela sociedade à todo custo, com o intuito de interromper este ciclo vicioso, responsável pela abundância de fatos negativos expostos na mídia nestes anos recentes, e a inanição da pátria no quesito desenvolvimento.
Imaginem que agora, neste exato momento, diversos deputados e senadores, beneficiados pelas "injeções de ânimo" das empreiteiras, estão atuando livremente em seus mandatos parlamentares - algo que não seria aceito em qualquer país desenvolvido deste planeta - já que o correto seria o afastamento imediato dos envolvidos de seus cargos, para que as investigações possam ser realizadas sem a influência destes nas conduções das autoridades judiciais, com o intuito de atrapalhar os levantamentos de provas.
A equidade que desejamos aos postulantes de cargos representativos é um dos pré-requisitos que a democracia Brasileira deve oferecer ao cidadão que tenha aptidão a vida pública, dando uma chance assim aos indivíduos com valores cívicos e morais sólidos de atuarem como líderes na defesa da pátria e de nossa soberania e sendo intermediadores da retomada do crescimento nacional.
sábado, 15 de abril de 2017
Terra arrasada
A esfera política brasileira sofreu um duro revés nesta semana com a publicação das delações dos funcionários e diretores da Odebrecht.
Algo que se tinha como suspeição apenas , agora tornou-se fato incontestável, haja visto a riqueza de detalhes nas mais de 800 horas de gravações divulgadas pela Procuradoria Geral da República.
Um " modus operandi" que já vinha sendo praticado há décadas, finalmente agora veio à tona e sacudiu toda a oligarquia política que se perpetua no poder por algumas gerações.
O pleito eleitoral de 2018, que se baseava nos nomes já conhecidos por todos, será permeado por novas lideranças, que estejam livres de toda esta sujeira exposta pela Operação Lava jato.
Nossa esperança agora reside naqueles que são responsáveis pela justiça neste país, pois devem ser ágeis em suas decisões, punindo exemplarmente aqueles que se locupletam com dinheiro público, seja por caixa dois, lavagem de dinheiro ou corrupção.
Assim como o ministério público criou uma força tarefa para dar celeridade às investigações, o STF e STJ , também deveriam concentrar esforços na elucidação deste problema.
A vagarosidade nos trâmites processuais prejudica a pátria, já que a morosidade deixa-nos reféns das condições atuais, sem nos permitir galgar um degrau acima deste fosso de imoralidade.
A era do "Pós-verdade" representa a esperança que havíamos deixado de lado nestes últimos tempos.
Os brasileiros que acreditam ainda em um país destinado ao progresso, livre de corrupção e apto a contracenar no cenário mundial como os grandes, devem assumir a responsabilidade e arregaçar suas mangas, imediatamente!
Algo que se tinha como suspeição apenas , agora tornou-se fato incontestável, haja visto a riqueza de detalhes nas mais de 800 horas de gravações divulgadas pela Procuradoria Geral da República.
Um " modus operandi" que já vinha sendo praticado há décadas, finalmente agora veio à tona e sacudiu toda a oligarquia política que se perpetua no poder por algumas gerações.
O pleito eleitoral de 2018, que se baseava nos nomes já conhecidos por todos, será permeado por novas lideranças, que estejam livres de toda esta sujeira exposta pela Operação Lava jato.
Nossa esperança agora reside naqueles que são responsáveis pela justiça neste país, pois devem ser ágeis em suas decisões, punindo exemplarmente aqueles que se locupletam com dinheiro público, seja por caixa dois, lavagem de dinheiro ou corrupção.
Assim como o ministério público criou uma força tarefa para dar celeridade às investigações, o STF e STJ , também deveriam concentrar esforços na elucidação deste problema.
A vagarosidade nos trâmites processuais prejudica a pátria, já que a morosidade deixa-nos reféns das condições atuais, sem nos permitir galgar um degrau acima deste fosso de imoralidade.
A era do "Pós-verdade" representa a esperança que havíamos deixado de lado nestes últimos tempos.
Os brasileiros que acreditam ainda em um país destinado ao progresso, livre de corrupção e apto a contracenar no cenário mundial como os grandes, devem assumir a responsabilidade e arregaçar suas mangas, imediatamente!
sábado, 8 de abril de 2017
Previsões Auspiciosas
A crise, que já poderia ser vista pelo espelho retrovisor, conforme o Ministro da Fazenda Henrique Meirelles noticiou dias atrás, não parece se distanciar de nossa realidade tão cedo, ainda mais com as declarações apresentadas nesta semana, que deixam-nos com uma perspectiva um tanto quanto incerta num futuro próximo.
A previsão de déficit nas contas públicas, calculada pelo Ministério da Fazenda, praticamente dobrou com os valores divulgados, já que era previsto um rombo em nossa economia de R$ 79 bilhões para 2018, e conforme o gráfico, agora esperam-se 129 bilhões para o próximo ano. Na imagem não temos o panorama previdenciário, que também foi recalculado e atinge uma soma negativa de 200 bilhões no ano que vem.
Analisando os dados, podemos perceber que a tendência negativa diminui em 2019 e somente em 2020 teríamos, teoricamente, um resultado primário positivo, após um longo período de recessão econômica.
Bom , com estas informações, devemos refletir sobre alguns pontos. Primeiro que não se pode confiar numa projeção que depende de diversas decisões políticas que influenciam-nas, como a previdência e a dívida pública brasileira.
A reforma da previdência se mostrou um remédio amargo para uma sociedade, já maltratada por séculos pelos seus governantes, e não parece vingar como desejam seus artífices. Assim, não produzirá a economia desejada pelos estrategistas financeiros responsáveis.
A dívida interna, que é mais externa na verdade, não tem diminuído nos últimos anos. Observa-se, na realidade, um aumento progressivo, mesmo com o pagamento extorsivo de juros aos nossos credores.
É visível e esperado que, com a "autonomia" disfarçada do Banco Central, a exploração do país continue sendo exercida, sobretudo com as taxas de juros impostas pelo sistema financeiro mundial. E o tema de auditoria da dívida, que deveria estar na pauta de questões relevantes para o desenvolvimento nacional, nem sequer seja cogitado por aqueles que deveriam concentrar-se no grave momento pelo qual o Brasil passa.
Enquanto continuarmos honrando os pagamentos de juros aos especuladores financeiros do mercado mundial, não teremos saída deste labirinto, pois mesmo com uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo, não se tem dinheiro para os projetos soberanos de saúde, infra-estrutura e segurança pública, cada vez mais desonerados pelo Estado.
As análises estão postas, mas questiona-las é um direito democrático, sobretudo num momento de incertezas pelo qual o Brasil enfrenta atualmente.
Acreditar nelas é cerrar os olhos na condução de um trem desgovernado, não podemos confiar em tudo que nos é dirigido intencionalmente.
sexta-feira, 31 de março de 2017
Oneração da Pátria
O Brasil vive hoje uma situação muito delicada financeiramente, onde vários fatores somados contribuem para para um quadro nada animador para os próximos anos.
Escândalos de corrupção, inanição de nossas lideranças e submissão aos interesses do mercado financeiro são apenas alguns destes quesitos que afloram prontamente quando pensamos no assunto.
O anúncio do fim da desoneração a diversos setores da indústria pelo Ministério da Fazenda nesta semana, que veio na contramão daquilo que se previa para um suspiro de nossa combalida economia, refreou os ânimos de empresários e empreendedores, que ainda mantinham esperanças quanto aos seus negócios.
O argumento do governo, afundado em dívidas, é de que não tem condições de cumprir sua meta fiscal, e que, desta forma, é obrigado a encontrar outros meios de arrecadação ( aumento de impostos ).
Para quem não sabe, e é bom saber, a "meta fiscal" é o acordo existente entre o país e o mercado financeiro, para que se cumpra o pagamento dos juros da dívida pública, que tem consumido nossas riquezas há décadas. Somente no ano passado, foram subtraídos de nossos cofres mais de um trilhão de reais para o seu pagamento, e o que é pior, ela não diminuiu!
Nessa linha de arrocho fiscal, diversas ações vem sendo implementadas para aliviar os cofres públicos, como concessões ( privatizações disfarçadas ) e cortes no orçamento. Além de perdermos nossa autonomia em segmentos importantes de nossa infra-estrutura, preocupa o direcionamento destes recursos advindos dos leilões, pois são, em maior parte, aplicados na ciranda financeira do tesouro nacional e desaparecem tão logo são depositados.
E, os cortes no orçamento, impedem que a máquina pública cumpra seu papel, deixando a população sem amparo algum, basta ler ou assistir os noticiários recentes para se comprovar.
Constatando-se a submissão do Brasil a interesses maiores, que vão em sentido contrário a uma lógica de soberania nacional, percebe-se que uma ruptura desta metodologia de exploração é necessária.
Discutindo-se e debatendo-se sobre um caminho profícuo para a nação.
sábado, 25 de março de 2017
Desastre Econômico
Nesta semana, em meio ao furacão de enormes proporções estacionado em Brasília, foram divulgados dados financeiros preocupantes de nossa economia, sobretudo dos dois últimos anos.
As constatações fornecidas pelos institutos mostram que a atividade econômica, medida pelo PIB, retrocedeu 10% neste período, algo que jamais havia acontecido em nossa história! Por isso a legião de desempregados, amontoados em filas para recolher o seguro-desemprego e/ou procurando uma atividade laboral. Os registros oficiais acusam 12 milhões de brasileiros sem ocupação, mas o número é muito maior se considerarmos àqueles que se encontram na informalidade, trabalhando nas sombras do sistema.
Analisar as variáveis que contribuíram para que chegássemos a este nível tão baixo de produção de riquezas é obrigação dos cidadãos que ainda sonham por um Brasil mais justo, e que esteja num patamar digno, se comparado às grandes potências mundiais.
Um dos fatores importantes a se destacar, é o modelo econômico de desenvolvimento instituído em nosso país, que advém do investimento estatal em diversos setores de nossa economia e que gerava, até certo tempo atrás, " desenvolvimento insustentável".
Insustentável porque após a eclosão da Operação Lavajato, que expôs as tramóias de nossos dirigentes para perpetuarem-se no poder e enriquecer ilicitamente, estagnaram-se todas as obras bilionárias de infra-estrutura, afetando em cheio nossos já frágeis dados econômicos revelados nos últimos anos.
Rever o modelo econômico vigente que se volatilizou é imperioso, pois não estamos ainda em situação confortável que possa nos tranquilizar em olhar a crise pelo espelho retrovisor, como mencionado há poucos dias pelo nosso Ministro da Fazenda. Ela está presente e precisa ser tratada sob vários aspectos.
O localismo ou regionalismo, que são políticas voltadas à independência financeira das nações, já são vertentes discutidas e presentes em diversos países do mundo, sobretudo na Europa, como a questão da saída da Grã-Bretanha da Zona do Euro( Brexit) por exemplo.
O Brasil pode voltar a se desenvolver, desde que valorize suas questões internas e que não seja tão suscetível a economia globalizada. O livre comércio se mostrou ingrato depois de décadas, cujos maiores benefícios são remetidos para além de nossas fronteiras, para a mão de grandes grupos internacionais.
Valorizar o que é nosso, de modo que criemos um círculo produtivo dentro de nossas fronteiras, e não sendo apenas uma fazenda do mundo, como temos sido nos últimos séculos, este é o destino que queremos para nossos filhos.
Desta forma, propiciaríamos o desenvolvimento tecnológico e industrial, criando muitos postos de trabalho e, quem sabe, exportando bens manufaturados para outras nações.
Porque não? Quais impeditivos ou barreiras existem, frente a um projeto nacional digno de um país com dimensões continentais?
Ainda há tempo, mas precisamos arregaçar as mangas e redefinir nossos rumos.
Avante!
As constatações fornecidas pelos institutos mostram que a atividade econômica, medida pelo PIB, retrocedeu 10% neste período, algo que jamais havia acontecido em nossa história! Por isso a legião de desempregados, amontoados em filas para recolher o seguro-desemprego e/ou procurando uma atividade laboral. Os registros oficiais acusam 12 milhões de brasileiros sem ocupação, mas o número é muito maior se considerarmos àqueles que se encontram na informalidade, trabalhando nas sombras do sistema.
Analisar as variáveis que contribuíram para que chegássemos a este nível tão baixo de produção de riquezas é obrigação dos cidadãos que ainda sonham por um Brasil mais justo, e que esteja num patamar digno, se comparado às grandes potências mundiais.
Um dos fatores importantes a se destacar, é o modelo econômico de desenvolvimento instituído em nosso país, que advém do investimento estatal em diversos setores de nossa economia e que gerava, até certo tempo atrás, " desenvolvimento insustentável".
Insustentável porque após a eclosão da Operação Lavajato, que expôs as tramóias de nossos dirigentes para perpetuarem-se no poder e enriquecer ilicitamente, estagnaram-se todas as obras bilionárias de infra-estrutura, afetando em cheio nossos já frágeis dados econômicos revelados nos últimos anos.
Rever o modelo econômico vigente que se volatilizou é imperioso, pois não estamos ainda em situação confortável que possa nos tranquilizar em olhar a crise pelo espelho retrovisor, como mencionado há poucos dias pelo nosso Ministro da Fazenda. Ela está presente e precisa ser tratada sob vários aspectos.
O localismo ou regionalismo, que são políticas voltadas à independência financeira das nações, já são vertentes discutidas e presentes em diversos países do mundo, sobretudo na Europa, como a questão da saída da Grã-Bretanha da Zona do Euro( Brexit) por exemplo.
O Brasil pode voltar a se desenvolver, desde que valorize suas questões internas e que não seja tão suscetível a economia globalizada. O livre comércio se mostrou ingrato depois de décadas, cujos maiores benefícios são remetidos para além de nossas fronteiras, para a mão de grandes grupos internacionais.
Valorizar o que é nosso, de modo que criemos um círculo produtivo dentro de nossas fronteiras, e não sendo apenas uma fazenda do mundo, como temos sido nos últimos séculos, este é o destino que queremos para nossos filhos.
Desta forma, propiciaríamos o desenvolvimento tecnológico e industrial, criando muitos postos de trabalho e, quem sabe, exportando bens manufaturados para outras nações.
Porque não? Quais impeditivos ou barreiras existem, frente a um projeto nacional digno de um país com dimensões continentais?
Ainda há tempo, mas precisamos arregaçar as mangas e redefinir nossos rumos.
Avante!
sábado, 18 de março de 2017
Exploração Secular
Dando continuidade aos assuntos que envolvem nossa colonização e nos remeteram a esta situação indesejável, escrevo hoje sobre a influência dos métodos praticados pelos espanhóis e portugueses na época em que aportaram nas "Índias" e faço uma analogia aos tempos atuais.
No século XV as nações européias procuravam se expandir e buscar novas rotas comerciais, destacavam-se na época as nações que desembarcaram na América do Sul.
A colonização imposta no Brasil pelos lusitanos, de caráter exploratório, foi determinante em nossa história e ainda traz duras consequências para todos nós.
Quando vinham da Europa para cá, os exploradores tinham em mente extrair nossas riquezas e levá-las para a "metrópole", além disso ajudaram a dizimar a numerosa população indígena que povoava o litoral brasileiro.
Nos primeiros séculos de nossa descoberta, nossas terras foram alvo de atividades inescrupulosas de extração de madeira e mineral, que eram remetidas aos império Português. Quantas riquezas em ouro e madeiras nobres não cruzaram o Atlântico para satisfazer e locupletar o bolso dos nobres que compunham a hegemonia européia?
Se analisarmos nossa economia atual, que depende em grande parte da exportação de commodities, que são matérias-primas produzidas em larga escala e também tem destinação pré-definida ( Estados Unidos, Ásia e Europa)
, percebemos que mesmo após anos da vinda de Pedro Alvarez Cabral, não perdemos a identidade de colônia, agora um pouco disfarçada.
Economistas e sociólogos podem indicar e justificar as razões por tais políticas ainda serem praticadas em nosso país, mas convenhamos, essa prática tem reprimido nosso desenvolvimento e nos encarcerando em um nível injusto perante outras nações com condições até inferiores do que a nossa.
As privatizações e concessões de setores fundamentais da estrutura governamental para empresas e consórcios multinacionais são a prova de que estamos nos distanciando cada vez mais do caminho da independência e da soberania de nossa pátria.
Refletir sobre estes temas é fundamental para que reunamos condições de interromper este ciclo vicioso, e colocarmos o Brasil rumo ao progresso, investindo em educação e impondo restrições aos interesses gananciosos que permeiam, muitas vezes, as soluções mágicas trazidas pela lideranças políticas.
No século XV as nações européias procuravam se expandir e buscar novas rotas comerciais, destacavam-se na época as nações que desembarcaram na América do Sul.
A colonização imposta no Brasil pelos lusitanos, de caráter exploratório, foi determinante em nossa história e ainda traz duras consequências para todos nós.
Quando vinham da Europa para cá, os exploradores tinham em mente extrair nossas riquezas e levá-las para a "metrópole", além disso ajudaram a dizimar a numerosa população indígena que povoava o litoral brasileiro.
Nos primeiros séculos de nossa descoberta, nossas terras foram alvo de atividades inescrupulosas de extração de madeira e mineral, que eram remetidas aos império Português. Quantas riquezas em ouro e madeiras nobres não cruzaram o Atlântico para satisfazer e locupletar o bolso dos nobres que compunham a hegemonia européia?
Se analisarmos nossa economia atual, que depende em grande parte da exportação de commodities, que são matérias-primas produzidas em larga escala e também tem destinação pré-definida ( Estados Unidos, Ásia e Europa)
, percebemos que mesmo após anos da vinda de Pedro Alvarez Cabral, não perdemos a identidade de colônia, agora um pouco disfarçada.
Economistas e sociólogos podem indicar e justificar as razões por tais políticas ainda serem praticadas em nosso país, mas convenhamos, essa prática tem reprimido nosso desenvolvimento e nos encarcerando em um nível injusto perante outras nações com condições até inferiores do que a nossa.
As privatizações e concessões de setores fundamentais da estrutura governamental para empresas e consórcios multinacionais são a prova de que estamos nos distanciando cada vez mais do caminho da independência e da soberania de nossa pátria.
Refletir sobre estes temas é fundamental para que reunamos condições de interromper este ciclo vicioso, e colocarmos o Brasil rumo ao progresso, investindo em educação e impondo restrições aos interesses gananciosos que permeiam, muitas vezes, as soluções mágicas trazidas pela lideranças políticas.
domingo, 12 de março de 2017
Algemas da Colônia
Neste texto inicial do "Algemas da Colônia" tentarei expressar o sentimento que tenho em relação a tudo que ocorre em nossa aviltada Pátria desde os idos de 1500, quando fomos descobertos.
Muitos sabem, mas não custa lembrar, que o descobrimento do Brasil foi liderado pelos portugueses, na saga de Pedro Alvarez Cabral e suas "naus Capitâneas". Entretanto, diversos estudiosos do assunto apimentam a discussão, alegando que nosso território já havia sido visitado anteriormente por outras nações.
Sendo isso verdade ou não, acredito que não tenha muita influência neste resultado final em que nos encontramos, pois a maneira em que fomos descobertos, esta sim teve papel decisivo nos
encaminhamentos de nossas "lideranças" durantes todos estes séculos.
Diferentemente do hemisfério norte, onde as colonizações se deram com intuito colonizatório, da linha do Equador pra baixo, sobretudo nas Américas, tivemos interesses exploratórios dos impérios e nações européias a partir do Século XV.
Isto já justifica muita coisa, pois de lá pra cá, continuamos ainda a ser explorados por interesses estrangeiros, só que agora de uma forma sofisticada e "camuflada".
Para compreendermos como chegamos neste verdadeiro abismo, é necessário que voltemos no tempo, para aos poucos, reconstruirmos as consequências que nos trouxeram a este cenário tão indesejável ao qual nos encontramos hoje.
Considero que a nação brasileira hj perdeu sua alma patriótica, e nossos líderes não representam os interesses da população, e sim dos grandes grupos que abastecem-nos financeiramente em suas campanhas eleitorais, para assim manterem os acordos e favorecimentos diversos instituídos ao longo de séculos.
Neste blog, no que for possível, trarei à tona diversos assuntos que causam indignação do cidadão perante as injustiças praticadas pelo "sistema", e de que maneira podemos reacender a chama de um país que não conseguiu decolar e se tornar realmente independente. Acompanhem!
Muitos sabem, mas não custa lembrar, que o descobrimento do Brasil foi liderado pelos portugueses, na saga de Pedro Alvarez Cabral e suas "naus Capitâneas". Entretanto, diversos estudiosos do assunto apimentam a discussão, alegando que nosso território já havia sido visitado anteriormente por outras nações.
Sendo isso verdade ou não, acredito que não tenha muita influência neste resultado final em que nos encontramos, pois a maneira em que fomos descobertos, esta sim teve papel decisivo nos
encaminhamentos de nossas "lideranças" durantes todos estes séculos.
Diferentemente do hemisfério norte, onde as colonizações se deram com intuito colonizatório, da linha do Equador pra baixo, sobretudo nas Américas, tivemos interesses exploratórios dos impérios e nações européias a partir do Século XV.
Isto já justifica muita coisa, pois de lá pra cá, continuamos ainda a ser explorados por interesses estrangeiros, só que agora de uma forma sofisticada e "camuflada".
Para compreendermos como chegamos neste verdadeiro abismo, é necessário que voltemos no tempo, para aos poucos, reconstruirmos as consequências que nos trouxeram a este cenário tão indesejável ao qual nos encontramos hoje.
Considero que a nação brasileira hj perdeu sua alma patriótica, e nossos líderes não representam os interesses da população, e sim dos grandes grupos que abastecem-nos financeiramente em suas campanhas eleitorais, para assim manterem os acordos e favorecimentos diversos instituídos ao longo de séculos.
Neste blog, no que for possível, trarei à tona diversos assuntos que causam indignação do cidadão perante as injustiças praticadas pelo "sistema", e de que maneira podemos reacender a chama de um país que não conseguiu decolar e se tornar realmente independente. Acompanhem!
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