sábado, 25 de março de 2017

Desastre Econômico

Nesta semana, em meio ao furacão de enormes proporções estacionado em Brasília, foram divulgados dados financeiros preocupantes de nossa economia,  sobretudo dos dois últimos  anos.
As constatações fornecidas pelos institutos mostram que a atividade econômica, medida pelo PIB, retrocedeu 10% neste período, algo que jamais havia acontecido em nossa história! Por isso a legião de desempregados, amontoados em filas para recolher o seguro-desemprego e/ou procurando uma atividade laboral. Os registros oficiais acusam 12 milhões de brasileiros sem ocupação, mas o número é muito maior se considerarmos àqueles que se encontram na informalidade, trabalhando nas sombras do sistema.
Analisar as variáveis que contribuíram para que chegássemos a este nível tão baixo de produção de riquezas é obrigação dos cidadãos que ainda sonham por um Brasil mais justo, e  que esteja num  patamar digno, se comparado às grandes potências mundiais.
Um dos fatores importantes a se destacar, é o modelo econômico de desenvolvimento instituído em nosso país, que advém do investimento estatal em diversos setores de nossa economia e que gerava, até certo tempo atrás, " desenvolvimento insustentável".
Insustentável porque após a eclosão da Operação Lavajato, que expôs as tramóias de nossos dirigentes para perpetuarem-se no poder e enriquecer ilicitamente,  estagnaram-se todas as obras bilionárias de infra-estrutura, afetando em cheio nossos já frágeis dados econômicos revelados nos últimos anos.
Rever o modelo econômico vigente que se volatilizou é imperioso, pois não estamos ainda em situação confortável que possa nos tranquilizar em olhar a crise pelo espelho retrovisor, como mencionado há poucos dias pelo nosso Ministro da Fazenda. Ela está presente e precisa ser tratada sob vários aspectos.
O localismo ou regionalismo, que são políticas voltadas à independência financeira das nações, já são vertentes discutidas e  presentes em diversos países do mundo, sobretudo na Europa, como a questão da saída da Grã-Bretanha da Zona do Euro( Brexit) por exemplo.
O Brasil pode voltar a se desenvolver, desde que valorize suas questões internas e que não seja tão suscetível a economia globalizada. O livre comércio se mostrou ingrato depois de décadas, cujos maiores benefícios são remetidos para além de nossas fronteiras, para a mão de grandes grupos internacionais.
 Valorizar o que é nosso, de modo que criemos um círculo produtivo dentro de nossas fronteiras, e não sendo apenas uma fazenda do mundo, como temos sido nos últimos séculos, este é o destino que queremos para nossos filhos.
Desta forma, propiciaríamos o desenvolvimento tecnológico e industrial, criando muitos postos de trabalho e, quem sabe, exportando bens manufaturados para outras nações.
Porque não? Quais impeditivos ou barreiras existem, frente a um projeto nacional digno de um país com dimensões continentais?
Ainda há tempo, mas precisamos arregaçar as mangas e redefinir nossos rumos.
Avante!

Nenhum comentário:

Postar um comentário