Dando continuidade aos assuntos que envolvem nossa colonização e nos remeteram a esta situação indesejável, escrevo hoje sobre a influência dos métodos praticados pelos espanhóis e portugueses na época em que aportaram nas "Índias" e faço uma analogia aos tempos atuais.
No século XV as nações européias procuravam se expandir e buscar novas rotas comerciais, destacavam-se na época as nações que desembarcaram na América do Sul.
A colonização imposta no Brasil pelos lusitanos, de caráter exploratório, foi determinante em nossa história e ainda traz duras consequências para todos nós.
Quando vinham da Europa para cá, os exploradores tinham em mente extrair nossas riquezas e levá-las para a "metrópole", além disso ajudaram a dizimar a numerosa população indígena que povoava o litoral brasileiro.
Nos primeiros séculos de nossa descoberta, nossas terras foram alvo de atividades inescrupulosas de extração de madeira e mineral, que eram remetidas aos império Português. Quantas riquezas em ouro e madeiras nobres não cruzaram o Atlântico para satisfazer e locupletar o bolso dos nobres que compunham a hegemonia européia?
Se analisarmos nossa economia atual, que depende em grande parte da exportação de commodities, que são matérias-primas produzidas em larga escala e também tem destinação pré-definida ( Estados Unidos, Ásia e Europa)
, percebemos que mesmo após anos da vinda de Pedro Alvarez Cabral, não perdemos a identidade de colônia, agora um pouco disfarçada.
Economistas e sociólogos podem indicar e justificar as razões por tais políticas ainda serem praticadas em nosso país, mas convenhamos, essa prática tem reprimido nosso desenvolvimento e nos encarcerando em um nível injusto perante outras nações com condições até inferiores do que a nossa.
As privatizações e concessões de setores fundamentais da estrutura governamental para empresas e consórcios multinacionais são a prova de que estamos nos distanciando cada vez mais do caminho da independência e da soberania de nossa pátria.
Refletir sobre estes temas é fundamental para que reunamos condições de interromper este ciclo vicioso, e colocarmos o Brasil rumo ao progresso, investindo em educação e impondo restrições aos interesses gananciosos que permeiam, muitas vezes, as soluções mágicas trazidas pela lideranças políticas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário