domingo, 7 de maio de 2017

Taxas de juros no Brasil são intoleráveis

Não precisa ser economista no Brasil para saber que as imposições do Sistema Financeiro Mundial são abusivas e tem levado milhões de pessoas a situações vexatórias, desnecessárias e até mesmo críticas, como a depressão e o suicídio.
Quem aqui ainda não passou por momentos indesejáveis, onde precisou de dinheiro emprestado dos bancos consolidados e caiu numa verdadeira armadilha de juros em cima de juros?
Pois é, são tantas imoralidades que seria difícil enumerá-las, tanto que a assombrosa porcentagem de famílias endividadas no estado de Santa Catarina ultrapassa os 80%, a maioria delas encrencadas com o cartão de crédito, cheque especial, carnês e financiamento de veículos.
Pesquisando um pouco mais sobre o tema, percebe-se que estas taxas flutuantes, reguladas pelo Banco Central, são instrumentos de exploração da sociedade brasileira, que diferente de tantas outras nações, sofre calada, sem ao menos ter representantes que lutem contra a opressão dos banqueiros nacionais e internacionais que deitam e rolam na América Latina.
Também não é difícil de entender a razão pela qual as vozes contrárias, como este texto por exemplo, não ressoam pelos canais mais consagrados, haja visto a influência que o capital tem sobre o comportamento das pessoas. Quantos dólares são necessários para aquietar autoridades que detém o poder para questionar tais instrumentos de dominação? Contam-se nos dedos os indivíduos com predicados morais reservados, que não se rendam às tentações do dinheiro fácil oferecido em troca do silêncio oportuno.
A queda dos famigerados "spreads" bancários possibilitaria uma aquecimento do mercado, onde as pessoas poderiam ter maior acesso aos bens de consumo, reaquecendo diversos setores da economia, como o da indústria, de serviços e comércio em geral.
Para finalizar, apenas um comparativo com nosso irmão, um pouco mais velho, mas descoberto na mesma época, em meados do Século XV. Nosso primogênito Estados Unidos, por exemplo, possui taxa de cartão de crédito  que não ultrapassa os 25% ao ano, sendo que aqui em terras tupiniquins, os brasileiros, mesmo com todas as desigualdades sofridas durante séculos, são obrigados a engolir mais de 400% .
Nem mesmo a alardeada medida de redução dos juros pelo governo, ocorrida no início deste ano ,vem dar um fôlego para o cidadão enrolado com suas finanças. Seu valor praticamente é o mesmo, e não deve ser aceito pela nossa sociedade.
Isso é um caso de polícia, pois a usura, que é o ganho abusivo de juros em cima de empréstimos financeiros, é tipificada como crime há muito tempo.
Que esta indignação tome vulto e consigamos num futuro próximo enfrentar estas aberrações que sugam a energia vital da sociedade brasileira.

Um comentário:

  1. Procurarei abordar estas situações em meu blog, pois creio que sejam de relevância fundamental a dissolução das amarras que nos foram impostas ao longo dos séculos.

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