sexta-feira, 31 de março de 2017

Oneração da Pátria

O Brasil vive hoje uma situação muito delicada financeiramente, onde vários fatores somados contribuem para para um quadro nada animador para os próximos anos. 
Escândalos de corrupção, inanição de nossas lideranças e submissão aos interesses do mercado financeiro são apenas alguns destes quesitos que afloram prontamente quando pensamos no assunto.
O anúncio do fim da desoneração a diversos setores da indústria  pelo Ministério da Fazenda nesta semana, que veio na contramão daquilo que se previa para um suspiro de nossa combalida economia, refreou os ânimos de empresários e empreendedores, que ainda mantinham esperanças quanto aos seus negócios.
O argumento do governo, afundado em dívidas, é de que não tem condições de cumprir sua meta fiscal, e que, desta forma, é obrigado a encontrar outros meios de arrecadação ( aumento de impostos ).
Para quem não sabe, e é bom saber, a "meta fiscal" é o acordo existente entre o país e o mercado financeiro, para que se cumpra o pagamento dos juros da dívida pública, que tem consumido nossas riquezas há décadas. Somente no ano passado, foram subtraídos de nossos cofres mais de um trilhão de reais para o seu pagamento, e o que é pior, ela não diminuiu!
Nessa linha de arrocho fiscal, diversas ações vem sendo implementadas para aliviar os cofres públicos, como concessões ( privatizações disfarçadas ) e cortes no orçamento. Além de perdermos nossa autonomia em segmentos importantes de nossa infra-estrutura, preocupa o direcionamento destes recursos advindos dos leilões, pois são, em maior parte, aplicados na ciranda financeira do tesouro nacional e desaparecem tão logo são depositados.
E, os cortes no orçamento, impedem que a máquina pública cumpra seu papel, deixando a população sem amparo algum, basta ler ou assistir os noticiários recentes para se comprovar. 
Constatando-se a submissão do Brasil a  interesses maiores, que vão em sentido contrário a uma lógica de soberania nacional, percebe-se que uma ruptura desta metodologia de exploração é necessária.
Discutindo-se e debatendo-se sobre um caminho profícuo para a nação.

sábado, 25 de março de 2017

Desastre Econômico

Nesta semana, em meio ao furacão de enormes proporções estacionado em Brasília, foram divulgados dados financeiros preocupantes de nossa economia,  sobretudo dos dois últimos  anos.
As constatações fornecidas pelos institutos mostram que a atividade econômica, medida pelo PIB, retrocedeu 10% neste período, algo que jamais havia acontecido em nossa história! Por isso a legião de desempregados, amontoados em filas para recolher o seguro-desemprego e/ou procurando uma atividade laboral. Os registros oficiais acusam 12 milhões de brasileiros sem ocupação, mas o número é muito maior se considerarmos àqueles que se encontram na informalidade, trabalhando nas sombras do sistema.
Analisar as variáveis que contribuíram para que chegássemos a este nível tão baixo de produção de riquezas é obrigação dos cidadãos que ainda sonham por um Brasil mais justo, e  que esteja num  patamar digno, se comparado às grandes potências mundiais.
Um dos fatores importantes a se destacar, é o modelo econômico de desenvolvimento instituído em nosso país, que advém do investimento estatal em diversos setores de nossa economia e que gerava, até certo tempo atrás, " desenvolvimento insustentável".
Insustentável porque após a eclosão da Operação Lavajato, que expôs as tramóias de nossos dirigentes para perpetuarem-se no poder e enriquecer ilicitamente,  estagnaram-se todas as obras bilionárias de infra-estrutura, afetando em cheio nossos já frágeis dados econômicos revelados nos últimos anos.
Rever o modelo econômico vigente que se volatilizou é imperioso, pois não estamos ainda em situação confortável que possa nos tranquilizar em olhar a crise pelo espelho retrovisor, como mencionado há poucos dias pelo nosso Ministro da Fazenda. Ela está presente e precisa ser tratada sob vários aspectos.
O localismo ou regionalismo, que são políticas voltadas à independência financeira das nações, já são vertentes discutidas e  presentes em diversos países do mundo, sobretudo na Europa, como a questão da saída da Grã-Bretanha da Zona do Euro( Brexit) por exemplo.
O Brasil pode voltar a se desenvolver, desde que valorize suas questões internas e que não seja tão suscetível a economia globalizada. O livre comércio se mostrou ingrato depois de décadas, cujos maiores benefícios são remetidos para além de nossas fronteiras, para a mão de grandes grupos internacionais.
 Valorizar o que é nosso, de modo que criemos um círculo produtivo dentro de nossas fronteiras, e não sendo apenas uma fazenda do mundo, como temos sido nos últimos séculos, este é o destino que queremos para nossos filhos.
Desta forma, propiciaríamos o desenvolvimento tecnológico e industrial, criando muitos postos de trabalho e, quem sabe, exportando bens manufaturados para outras nações.
Porque não? Quais impeditivos ou barreiras existem, frente a um projeto nacional digno de um país com dimensões continentais?
Ainda há tempo, mas precisamos arregaçar as mangas e redefinir nossos rumos.
Avante!

sábado, 18 de março de 2017

Exploração Secular

Dando continuidade aos assuntos que envolvem nossa colonização e nos remeteram a esta situação indesejável, escrevo hoje sobre a influência dos métodos praticados pelos espanhóis e portugueses na época em que aportaram nas "Índias" e faço uma analogia aos tempos atuais.
No século XV as nações européias procuravam se expandir e buscar novas rotas comerciais, destacavam-se na época as nações que desembarcaram na América do Sul.
A colonização imposta no Brasil pelos lusitanos, de caráter exploratório, foi determinante em nossa história e ainda traz duras consequências para todos nós.
Quando vinham da Europa para cá, os exploradores tinham em mente extrair nossas riquezas e levá-las para a "metrópole", além disso ajudaram a dizimar a  numerosa população indígena que povoava o litoral brasileiro.
Nos primeiros séculos de nossa descoberta, nossas terras foram alvo  de atividades inescrupulosas de extração de madeira e mineral, que eram remetidas aos império Português. Quantas riquezas em ouro e madeiras nobres não cruzaram o Atlântico para satisfazer e locupletar o bolso dos nobres que compunham a hegemonia européia?
Se analisarmos nossa economia atual, que depende em grande parte da exportação de commodities, que são matérias-primas produzidas em larga escala e também tem destinação pré-definida ( Estados Unidos, Ásia e Europa)
, percebemos que mesmo após anos da vinda de Pedro Alvarez Cabral, não perdemos a identidade de colônia, agora um pouco disfarçada.
Economistas e sociólogos podem indicar e justificar as razões por tais políticas ainda serem praticadas em nosso país, mas convenhamos, essa prática tem reprimido nosso desenvolvimento e nos encarcerando em um nível injusto perante outras nações com condições até inferiores do que a nossa.
As privatizações e concessões de setores fundamentais da estrutura governamental  para empresas e consórcios multinacionais são a prova de que estamos nos distanciando cada vez mais do caminho da independência e da soberania de nossa pátria.
Refletir sobre estes temas é fundamental para que reunamos condições de interromper este ciclo vicioso, e colocarmos o Brasil rumo ao progresso, investindo em educação e impondo restrições aos interesses gananciosos que permeiam, muitas vezes, as soluções mágicas trazidas pela lideranças políticas.

domingo, 12 de março de 2017

Algemas da Colônia

Neste texto inicial do "Algemas da Colônia" tentarei expressar o sentimento que tenho em relação a tudo que ocorre em nossa aviltada Pátria desde os idos de 1500, quando fomos descobertos.
Muitos sabem,  mas não custa lembrar, que o descobrimento do Brasil foi liderado pelos portugueses, na saga de Pedro Alvarez Cabral e suas "naus Capitâneas". Entretanto, diversos estudiosos do assunto apimentam a discussão, alegando que nosso território já havia sido visitado anteriormente por outras nações.
Sendo isso verdade ou não, acredito que não tenha muita influência neste resultado final em que nos encontramos, pois a maneira em que fomos descobertos, esta sim teve papel decisivo nos
encaminhamentos de nossas "lideranças" durantes todos estes séculos.
Diferentemente do hemisfério norte, onde as colonizações se deram com intuito colonizatório, da linha do Equador pra baixo, sobretudo nas Américas, tivemos interesses exploratórios dos impérios e nações européias a partir do Século XV.
Isto já justifica muita coisa, pois de lá pra cá, continuamos ainda a ser explorados por interesses estrangeiros, só que agora de uma forma sofisticada e "camuflada".
Para compreendermos como chegamos neste verdadeiro abismo, é necessário que voltemos no tempo, para aos poucos, reconstruirmos as consequências que nos trouxeram a este cenário tão indesejável ao qual nos encontramos hoje.
Considero que a nação brasileira hj perdeu sua alma patriótica, e nossos líderes não representam os interesses da população, e sim dos grandes grupos que abastecem-nos financeiramente em suas campanhas eleitorais, para assim manterem os acordos e favorecimentos diversos instituídos ao longo de séculos.
Neste blog, no que for possível, trarei à tona diversos assuntos que causam indignação do cidadão perante as injustiças praticadas pelo "sistema", e de que maneira podemos reacender a chama de um país que não conseguiu decolar e se tornar realmente independente. Acompanhem!