O Brasil vive hoje uma situação muito delicada financeiramente, onde vários fatores somados contribuem para para um quadro nada animador para os próximos anos.
Escândalos de corrupção, inanição de nossas lideranças e submissão aos interesses do mercado financeiro são apenas alguns destes quesitos que afloram prontamente quando pensamos no assunto.
O anúncio do fim da desoneração a diversos setores da indústria pelo Ministério da Fazenda nesta semana, que veio na contramão daquilo que se previa para um suspiro de nossa combalida economia, refreou os ânimos de empresários e empreendedores, que ainda mantinham esperanças quanto aos seus negócios.
O argumento do governo, afundado em dívidas, é de que não tem condições de cumprir sua meta fiscal, e que, desta forma, é obrigado a encontrar outros meios de arrecadação ( aumento de impostos ).
Para quem não sabe, e é bom saber, a "meta fiscal" é o acordo existente entre o país e o mercado financeiro, para que se cumpra o pagamento dos juros da dívida pública, que tem consumido nossas riquezas há décadas. Somente no ano passado, foram subtraídos de nossos cofres mais de um trilhão de reais para o seu pagamento, e o que é pior, ela não diminuiu!
Nessa linha de arrocho fiscal, diversas ações vem sendo implementadas para aliviar os cofres públicos, como concessões ( privatizações disfarçadas ) e cortes no orçamento. Além de perdermos nossa autonomia em segmentos importantes de nossa infra-estrutura, preocupa o direcionamento destes recursos advindos dos leilões, pois são, em maior parte, aplicados na ciranda financeira do tesouro nacional e desaparecem tão logo são depositados.
E, os cortes no orçamento, impedem que a máquina pública cumpra seu papel, deixando a população sem amparo algum, basta ler ou assistir os noticiários recentes para se comprovar.
Constatando-se a submissão do Brasil a interesses maiores, que vão em sentido contrário a uma lógica de soberania nacional, percebe-se que uma ruptura desta metodologia de exploração é necessária.
Discutindo-se e debatendo-se sobre um caminho profícuo para a nação.



