sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dilemas do Brasil


A asfixia de nossa economia produzida pela interrupção das atividades dos caminhoneiros nos últimos dias trouxe à tona inúmeras reflexões e dilemas para a sociedade brasileira, no sentido de buscarmos as razões e soluções para o drama conjuntural em que nos encontramos.



A insatisfação é generalizada, e não há cidadão que não enxergue e sinta no bolso as consequências desastrosas da ausência de planejamento, rumo e projetos de desenvolvimento para as questões estruturais do país.

A coesão do movimento, causou verdadeira constipação nas altas esferas governamentais, que se viram obrigadas a saírem de sua zona de conforto para atender as exigências dignas da categoria, que transporta e movimenta boa parte de nossa produção industrial para dentro e fora do Brasil.

A pauta de reivindicações apresentada, por sua vez, concentrou-se somente na questão do óleo diesel e em aspectos pontuais que o setor necessita. Tantas outras demandas emergentes em nossa economia, que mereciam também a devida análise– como o preço da gasolina e do gás de cozinha por exemplo, foram deixadas de lado.


Outro fato interessante foi a cobertura dos protestos feita pela mídia, pois para quem analisa friamente o contexto, ocorreu de maneira parcial em muitos meios de comunicação. A voz das estradas foi suprimida e substituída por “representantes” que se diziam responsáveis pelas decisões. E o que se viu, foi um acordo fraudado que não surtiu o efeito que deveria, e que resultasse na dissolução imediata do protesto.

Argumentos que correm as redes virtuais e são pertinentes, diga-se de passagem, referem-se à redução das mordomias acumuladas pelos aristocratas e vassalos dos três poderes. Aposentadorias vitalícias, auxílio moradia, dentre tantos outros penduricalhos, são excrecências que precisam ser extintas, pois submetem o povo, pagador de impostos, a uma conta injusta que não é dele.


E algo que também precisa ser tratado com prioridade para amenizar este quadro deficitário em que o país se encontra e está longe das discussões, é o ajuste fiscal, que submete a população a elevada carga tributária e a estes insolúveis paradigmas que vivenciamos atualmente.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Devotos da 280


Entra ano, sai ano e a mesma história se repete para aqueles que se aventuram a passar uns dias da temporada de veraneio na ilha de São Francisco do Sul.
A peregrinação pela rodovia que corta o norte catarinense se inicia nas festas natalinas e reúne milhares de “devotos”, que permanecem por períodos determinados com o intuito de gozar merecidos dias de descanso até o fim do carnaval.



Frequentadores assíduos das lindas praias que compõe a orla de São Chico, assim como eu, já sabem que devem evitar certos horários na estrada afim de evitar insolúveis congestionamentos.  No entanto, nem isso ultimamente tem sido suficiente para resguardar o bom ânimo do turista, que mesmo durante a madrugada, se vê obrigado a sofrer por horas dentro de seu veículo para ir ou vir aos balneários, independente do horário que decida trafegar pelas rodovias da região. 
É certo que isto decorra do "gargalo", onde milhares de veículos confluem ao mesmo tempo para uma única pista, causando extrema lentidão para quem está inserido no engarrafamento.
Aos que chegam pela primeira vez então, essa tremenda lição de paciência naturalmente se mostra como um ponto negativo, que pode interferir em futuras decisões para os viajantes, que desejem outrora voltar ao nosso paradisíaco litoral. Outros destinos também atraentes do estado, que têm o acesso facilitado, comparado ao esgotamento da BR-280 e suas intermináveis filas, figuram como primeira opção àqueles que procuram belas paisagens no Sul do Brasil. 
Medidas paliativas como reforço de policiamento rodoviário, criação de terceira pista aventada pelo poder público, podem surtir efeito, mas demandam de “força-tarefa”, com data e hora para começar e concluir suas ações.
Este cenário, reforça a necessidade de concentrarmos esforços para sensibilizarmos nossas lideranças e autoridades de que não há mais tempo para esperarmos pela duplicação desta importante via de Santa Catarina. Além de otimizarmos a vida daqueles que nos visitam, teremos também um tremendo aporte logístico, com a ampliação e facilidade de acesso a um dos principais portos de nosso estado, gerando renda e desenvolvimento econômico para todos os catarinenses. Devotos, oremos!


domingo, 5 de novembro de 2017

Complexo tupiniquim

Desde seu descobrimento há 5 séculos atrás, o Brasil tem sido um território de ampla exploração pelos países ditos "dominantes". De Colônia a país independente que somos hoje,  ainda persistem diversas facetas de passividade, as quais são mascaradas afim de se manterem as aparências e o controle da população.
Pode parecer um discurso nacionalista, patriótico, e este assunto trazido à tona tem mesmo este intuito, de questionarmos as decisões que levaram nossa nação à completa submissão estrangeira.
Muita coisa aconteceu de lá pra cá nestes cinco séculos de história do maior país da América Latina, por isso deterei-me apenas a análise da conjuntura atual, e dos aspectos que tornam nossa independência disfarçada e cada vez mais distante de um horizonte desejável por todos.
Não poderíamos esperar muito mesmo de um território encontrado a milhares de milhas náuticas da Europa, e que representava a conquista do investimento monárquico nas explorações marítimas e o implícito livre arbítrio sobre as riquezas que detinham-nas.
Os movimentos de grupos ou lideranças em contraposição ao que foi-nos pré-determinado surgiram naturalmente com o passar dos anos, em resposta as imposições dos mandatários, tal qual ocorreu em nossa Independência, cujo "despertar" surgiu com a cobrança de taxas exorbitantes pelos monarcas portugueses.
O que chama a atenção, no entanto,  é a perene apatia da população, nestas questões que concernem nossa permissividade. Este é um tema que merece um artigo à parte inclusive, onde abordarei futuramente o papel da mídia e do compromisso de Estado em conduzir a formação do indivíduo.
 A ausência de um planejamento para o desenvolvimento da pátria tem nos causado diversas perdas ao longo das últimas gestões governamentais.  De um país com certa estrutura estatal e onipresente, transformamo-nos em uma terra suscetível ao poder financeiro internacional, que paulatinamente vem tecendo sua teia invisível nos mais diversos setores que compõe a administração do país. Para os poucos que acompanham os noticiários diariamente, não é de hoje que se falam em concessões ( forma mascarada de privatização ) em áreas nobres, como as de portos e aeroportos, rodovias, empresas de energia, etc....  Neste caso específico, fica o questionamento , a carga tributária imposta ao cidadão e empresários brasileiros é hoje insuficiente para subsidiar atividades primárias da economia ? Obviamente que necessitaria de mais alguns parágrafos para tentar responder, mas acredito que a sanha arrecadatória governamental é fruto da especulação financeira que cultivou-se há séculos em solo pátrio, e que exerce uma ação aniquilante e  predatória sobre nossa soberania. Além disso, o montante arrecadado com estes negócios "vantajosos", será revertido em quê? Se é pra alimentar a ciranda financeira e cobrir juros da dívida pública, me perdoem , mas é um péssimo negócio.
Outro ponto em que devemos nos ater é sobre a abertura indiscriminada de nossas fronteiras aos produtos de origem estrangeira, que trouxe, a longo prazo, um declínio da evolução industrial e tecnológica e desemprego em massa de nossa população.
Em algum momento vimos alguma ação conjunta de nossas lideranças políticas no intuito de reunir esforços para uma estratégia de crescimento sustentável? Não, o que se nota é justamente o contrário, que são iniciativas isoladas, com interesses particulares, geralmente permeadas de trocas vantajosas entre os envolvidos.
As danosas consequências dessas políticas emergem gradativamente e demonstram o equívoco destas decisões a longo prazo.  Atende-se instantaneamente a sede de consumo imposta pela sociedade, mas não se pensa no resultado.
A ganância, falta de escrúpulos e a sede de poder fazem com que a maioria das pessoas com cargos decisórios se entreguem aos ganhos mirabolantes que o sistema oferece em troca de facilitações para permanecer conduzindo  sua hegemonia. Analisar, questionar e encontrar novos caminhos é a tarefa daqueles que se sentem explorados e amargurados, assim como nós,
num país que pode ter um altivo destino.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Inimigos da Pátria

O terremoto político que vem assolando o Brasil nos últimos meses teve seu epicentro na semana passada em Brasília, com a revelação das gravações de uma conversa de  Joesley Batista, do grupo JBS, com o Presidente da República Michel Temer.
Num primeiro momento, deve-se suspeitar  desta divulgação oportuna, porque ela vem amenizar a situação do réu e  ex-presidente Lula, que até então era alvo da opinião pública, haja visto seu depoimento ao Juiz Sérgio Moro sobre o inquérito instaurado com relação ao apartamento triplex no Edifício Solaris no Guarujá e de tantos outros processos em andamento na Justiça Federal.
O furo de reportagem obtido pela Globo, trouxe um abalo sísmico de proporções imensuráveis, já que ainda ressoa mundo afora e trouxe-nos um cenário de incertezas para o futuro próximo. Justo agora que alimentávamos esperanças quanto a retomada de crescimento e saída do grave momento econômico pelo qual passamos. Agora cabe a pergunta, o estratagema montado de gravar a conversa, agendar um encontro com o Presidente e inquiri-lo sobre temas comprometedores foi idéia de quem? Da PGR ou MPF ? Ou oriundo de uma trama maquiavélica para virar a mesa do jogo? Lembremos que estas instituições não haviam permitido a "escuta" , tanto que ela se realizou com as piores intenções possíveis, afim de abalar as estruturas governamentais, colocando-nos numa encruzilhada sem precedentes na história política brasileira.
Sabe-se também que a irresponsabilidade das autoridades jurídicas - diga-se STF e PGR -  em divulgar este conteúdo, que foram, segundo peritos, editados previamente, tem seu teor questionável e não podem ser considerados como provas contra a Presidência.
Neste contexto, causa indignação a qualquer cidadão brasileiro saber que os responsáveis pela maior subtração de recursos do tesouro nacional da história recente encontram-se livres e impunes em Nova York. Seus atos são imperdoáveis e trouxeram danos imensos ao erário, que dificilmente serão compensados no futuro.
É inegável também que, recepcionar no Palácio do Jaburu, um sujeito investigado pela Lava Jato como Joesley Batista ao final do dia é suspeito e questionável, ainda mais sendo a maior autoridade executiva do país. No entanto, antes de tomar qualquer conclusão sobre o assunto, é importante que analisemos o jogo de poder incutido neste instante, onde uma horda de militantes políticos recém depostos do poder, tramam a qualquer custo artimanhas para comprometer a governabilidade da República, e somam-se a eles diversas autoridades jurídicas nomeadas na Era PT.
A postura da Rede Globo também chama a atenção, porque foi a responsável pela obtenção da manchete, e dá ênfase tão somente a  "atitude criminosa"  de Temer, sem titubear nas desastrosas consequências para a nação e sem questionar também
 a absolvição dos Irmãos Metralha.
O que se sabe e deve ser levado em conta é que os "Batista", ao longo dos últimos anos, foram favorecidos com verbas públicas para estruturar uma rede multinacional que tomou de assalto os cofres do BNDES, para financiar a campanha de diversas candidaturas do " sistema " e agora gozam de uma vida invejável à qualquer cidadão do mundo.
Como brasileiros não podemos admitir que isto se encerre desta forma, pois exigir maiores esclarecimentos e a devolução de todo o capital brasileiro submetido a esta negociata escusa é uma obrigação para quem quer ver o Brasil passado a limpo de verdade.

domingo, 7 de maio de 2017

Taxas de juros no Brasil são intoleráveis

Não precisa ser economista no Brasil para saber que as imposições do Sistema Financeiro Mundial são abusivas e tem levado milhões de pessoas a situações vexatórias, desnecessárias e até mesmo críticas, como a depressão e o suicídio.
Quem aqui ainda não passou por momentos indesejáveis, onde precisou de dinheiro emprestado dos bancos consolidados e caiu numa verdadeira armadilha de juros em cima de juros?
Pois é, são tantas imoralidades que seria difícil enumerá-las, tanto que a assombrosa porcentagem de famílias endividadas no estado de Santa Catarina ultrapassa os 80%, a maioria delas encrencadas com o cartão de crédito, cheque especial, carnês e financiamento de veículos.
Pesquisando um pouco mais sobre o tema, percebe-se que estas taxas flutuantes, reguladas pelo Banco Central, são instrumentos de exploração da sociedade brasileira, que diferente de tantas outras nações, sofre calada, sem ao menos ter representantes que lutem contra a opressão dos banqueiros nacionais e internacionais que deitam e rolam na América Latina.
Também não é difícil de entender a razão pela qual as vozes contrárias, como este texto por exemplo, não ressoam pelos canais mais consagrados, haja visto a influência que o capital tem sobre o comportamento das pessoas. Quantos dólares são necessários para aquietar autoridades que detém o poder para questionar tais instrumentos de dominação? Contam-se nos dedos os indivíduos com predicados morais reservados, que não se rendam às tentações do dinheiro fácil oferecido em troca do silêncio oportuno.
A queda dos famigerados "spreads" bancários possibilitaria uma aquecimento do mercado, onde as pessoas poderiam ter maior acesso aos bens de consumo, reaquecendo diversos setores da economia, como o da indústria, de serviços e comércio em geral.
Para finalizar, apenas um comparativo com nosso irmão, um pouco mais velho, mas descoberto na mesma época, em meados do Século XV. Nosso primogênito Estados Unidos, por exemplo, possui taxa de cartão de crédito  que não ultrapassa os 25% ao ano, sendo que aqui em terras tupiniquins, os brasileiros, mesmo com todas as desigualdades sofridas durante séculos, são obrigados a engolir mais de 400% .
Nem mesmo a alardeada medida de redução dos juros pelo governo, ocorrida no início deste ano ,vem dar um fôlego para o cidadão enrolado com suas finanças. Seu valor praticamente é o mesmo, e não deve ser aceito pela nossa sociedade.
Isso é um caso de polícia, pois a usura, que é o ganho abusivo de juros em cima de empréstimos financeiros, é tipificada como crime há muito tempo.
Que esta indignação tome vulto e consigamos num futuro próximo enfrentar estas aberrações que sugam a energia vital da sociedade brasileira.

sábado, 22 de abril de 2017

Doping Eleitoral

As revelações trazidas nestes últimos meses com os desdobramentos da Operação Lava Jato demonstram que as táticas de permanência no poder são diversas e, sobretudo, desonestas para com aqueles que competem ingenuamente os pleitos eleitorais em nosso país.
No mundo desportivo, é de conhecimento da sociedade o hábito de se usarem substâncias proibidas para melhorar o desempenho dos atletas. E na esfera política temos a prática do "caixa 2", que turbina campanhas eleitorais com dinheiro não contabilizado e que desequilibra o jogo, fortalecendo o lado dos políticos corruptos e interesses do sistema vigente.
Engraçado é que no mundo contemporâneo, pelo menos quando se tratam de competições de nível internacional, qualquer ilicitude comprovada é punida com o devido rigor, onde atleta, treinador e até o país de origem envolvido sofrem duras sanções, chegando até mesmo ao banimento definitivo do envolvido no esporte que praticava.
Agora na política brasileira, o hábito de privilegiar candidaturas de pessoas comprometidas com os interesses escusos de corruptores é passivamente aceito, reflexo de  uma rotina praticada há décadas e que tendencia os resultados do jogo desde os primórdios de sua implementação.
Saltam aos olhos as cifras mencionadas pelos delatores, que ultrapassaram a cifra de bilhões de dólares e configuram hoje como o maior crime financeiro já registrado na história mundial.
O protecionismo de "nossos representantes" eleitos é algo natural de se esperar na pauta das discussões no Congresso Nacional, pois, cientes das consequências nefastas para suas carreiras públicas, fazem de tudo para obter anistia dos crimes praticados e permanecerem no protagonismo das ações de nossa República.
Já imaginaram que além da esfera da Odebrecht, catalisando resultados convincentes nas urnas, existem milhares de outras empresas/indústrias no país que agem da mesma maneira, catapultando representantes nas esferas do poder para beneficiarem-se posteriormente?
O remédio é amargo, causará transtornos e aversão de muitos "pacientes", mas precisa ser administrado para conter esta infecção que tomou conta do Brasil.
A criminalização do caixa 2, em trâmite na Câmara dos Deputados e contida nas 10 medidas contra a corrupção, é um dos aspectos que devem ser defendidos pela sociedade à todo custo, com o intuito de interromper este ciclo vicioso, responsável pela abundância de fatos negativos expostos na mídia  nestes anos recentes, e a inanição da pátria no quesito desenvolvimento.
Imaginem que agora, neste exato momento, diversos deputados e senadores, beneficiados pelas "injeções de ânimo" das empreiteiras, estão atuando livremente em seus mandatos parlamentares - algo que não seria aceito em qualquer país desenvolvido deste planeta - já que o correto seria o afastamento imediato dos envolvidos de seus cargos, para que as investigações possam ser realizadas sem a influência destes nas conduções das autoridades judiciais, com o intuito de atrapalhar os levantamentos de provas.
A equidade que desejamos aos postulantes de cargos representativos é um dos pré-requisitos que a democracia Brasileira deve oferecer ao cidadão que tenha aptidão a vida pública, dando uma chance assim aos indivíduos com valores cívicos e morais sólidos de atuarem como líderes na defesa da pátria e de nossa soberania e sendo intermediadores da retomada do crescimento nacional.

sábado, 15 de abril de 2017

Terra arrasada

A esfera política brasileira sofreu um duro revés nesta semana com a publicação das delações dos funcionários e diretores da Odebrecht.
Algo que se tinha como suspeição apenas , agora tornou-se fato incontestável, haja visto a riqueza de detalhes nas mais de 800 horas de gravações divulgadas pela Procuradoria Geral da República.
Um " modus operandi" que já vinha sendo praticado há décadas, finalmente agora veio à tona e sacudiu toda a oligarquia política que se perpetua  no poder por algumas gerações.
O pleito eleitoral de 2018, que se baseava nos nomes já conhecidos por todos, será permeado por novas lideranças, que estejam livres de toda esta sujeira exposta pela Operação Lava jato.
Nossa esperança agora reside naqueles que são responsáveis pela justiça neste país, pois devem ser ágeis em suas decisões, punindo exemplarmente aqueles que se locupletam com dinheiro público, seja por caixa dois, lavagem de dinheiro ou corrupção.
Assim como o ministério público criou uma força tarefa para dar celeridade às investigações, o STF e STJ , também deveriam concentrar esforços na elucidação deste problema.
A vagarosidade nos trâmites processuais prejudica a pátria, já que a morosidade deixa-nos reféns das condições atuais, sem nos permitir galgar um degrau acima  deste fosso de imoralidade.
A era do "Pós-verdade" representa a esperança que havíamos deixado de lado nestes últimos tempos.
Os brasileiros que acreditam ainda em um país destinado ao progresso, livre de corrupção e apto a contracenar no cenário mundial como os grandes, devem assumir a responsabilidade e arregaçar suas mangas, imediatamente!