quarta-feira, 24 de maio de 2017

Inimigos da Pátria

O terremoto político que vem assolando o Brasil nos últimos meses teve seu epicentro na semana passada em Brasília, com a revelação das gravações de uma conversa de  Joesley Batista, do grupo JBS, com o Presidente da República Michel Temer.
Num primeiro momento, deve-se suspeitar  desta divulgação oportuna, porque ela vem amenizar a situação do réu e  ex-presidente Lula, que até então era alvo da opinião pública, haja visto seu depoimento ao Juiz Sérgio Moro sobre o inquérito instaurado com relação ao apartamento triplex no Edifício Solaris no Guarujá e de tantos outros processos em andamento na Justiça Federal.
O furo de reportagem obtido pela Globo, trouxe um abalo sísmico de proporções imensuráveis, já que ainda ressoa mundo afora e trouxe-nos um cenário de incertezas para o futuro próximo. Justo agora que alimentávamos esperanças quanto a retomada de crescimento e saída do grave momento econômico pelo qual passamos. Agora cabe a pergunta, o estratagema montado de gravar a conversa, agendar um encontro com o Presidente e inquiri-lo sobre temas comprometedores foi idéia de quem? Da PGR ou MPF ? Ou oriundo de uma trama maquiavélica para virar a mesa do jogo? Lembremos que estas instituições não haviam permitido a "escuta" , tanto que ela se realizou com as piores intenções possíveis, afim de abalar as estruturas governamentais, colocando-nos numa encruzilhada sem precedentes na história política brasileira.
Sabe-se também que a irresponsabilidade das autoridades jurídicas - diga-se STF e PGR -  em divulgar este conteúdo, que foram, segundo peritos, editados previamente, tem seu teor questionável e não podem ser considerados como provas contra a Presidência.
Neste contexto, causa indignação a qualquer cidadão brasileiro saber que os responsáveis pela maior subtração de recursos do tesouro nacional da história recente encontram-se livres e impunes em Nova York. Seus atos são imperdoáveis e trouxeram danos imensos ao erário, que dificilmente serão compensados no futuro.
É inegável também que, recepcionar no Palácio do Jaburu, um sujeito investigado pela Lava Jato como Joesley Batista ao final do dia é suspeito e questionável, ainda mais sendo a maior autoridade executiva do país. No entanto, antes de tomar qualquer conclusão sobre o assunto, é importante que analisemos o jogo de poder incutido neste instante, onde uma horda de militantes políticos recém depostos do poder, tramam a qualquer custo artimanhas para comprometer a governabilidade da República, e somam-se a eles diversas autoridades jurídicas nomeadas na Era PT.
A postura da Rede Globo também chama a atenção, porque foi a responsável pela obtenção da manchete, e dá ênfase tão somente a  "atitude criminosa"  de Temer, sem titubear nas desastrosas consequências para a nação e sem questionar também
 a absolvição dos Irmãos Metralha.
O que se sabe e deve ser levado em conta é que os "Batista", ao longo dos últimos anos, foram favorecidos com verbas públicas para estruturar uma rede multinacional que tomou de assalto os cofres do BNDES, para financiar a campanha de diversas candidaturas do " sistema " e agora gozam de uma vida invejável à qualquer cidadão do mundo.
Como brasileiros não podemos admitir que isto se encerre desta forma, pois exigir maiores esclarecimentos e a devolução de todo o capital brasileiro submetido a esta negociata escusa é uma obrigação para quem quer ver o Brasil passado a limpo de verdade.

domingo, 7 de maio de 2017

Taxas de juros no Brasil são intoleráveis

Não precisa ser economista no Brasil para saber que as imposições do Sistema Financeiro Mundial são abusivas e tem levado milhões de pessoas a situações vexatórias, desnecessárias e até mesmo críticas, como a depressão e o suicídio.
Quem aqui ainda não passou por momentos indesejáveis, onde precisou de dinheiro emprestado dos bancos consolidados e caiu numa verdadeira armadilha de juros em cima de juros?
Pois é, são tantas imoralidades que seria difícil enumerá-las, tanto que a assombrosa porcentagem de famílias endividadas no estado de Santa Catarina ultrapassa os 80%, a maioria delas encrencadas com o cartão de crédito, cheque especial, carnês e financiamento de veículos.
Pesquisando um pouco mais sobre o tema, percebe-se que estas taxas flutuantes, reguladas pelo Banco Central, são instrumentos de exploração da sociedade brasileira, que diferente de tantas outras nações, sofre calada, sem ao menos ter representantes que lutem contra a opressão dos banqueiros nacionais e internacionais que deitam e rolam na América Latina.
Também não é difícil de entender a razão pela qual as vozes contrárias, como este texto por exemplo, não ressoam pelos canais mais consagrados, haja visto a influência que o capital tem sobre o comportamento das pessoas. Quantos dólares são necessários para aquietar autoridades que detém o poder para questionar tais instrumentos de dominação? Contam-se nos dedos os indivíduos com predicados morais reservados, que não se rendam às tentações do dinheiro fácil oferecido em troca do silêncio oportuno.
A queda dos famigerados "spreads" bancários possibilitaria uma aquecimento do mercado, onde as pessoas poderiam ter maior acesso aos bens de consumo, reaquecendo diversos setores da economia, como o da indústria, de serviços e comércio em geral.
Para finalizar, apenas um comparativo com nosso irmão, um pouco mais velho, mas descoberto na mesma época, em meados do Século XV. Nosso primogênito Estados Unidos, por exemplo, possui taxa de cartão de crédito  que não ultrapassa os 25% ao ano, sendo que aqui em terras tupiniquins, os brasileiros, mesmo com todas as desigualdades sofridas durante séculos, são obrigados a engolir mais de 400% .
Nem mesmo a alardeada medida de redução dos juros pelo governo, ocorrida no início deste ano ,vem dar um fôlego para o cidadão enrolado com suas finanças. Seu valor praticamente é o mesmo, e não deve ser aceito pela nossa sociedade.
Isso é um caso de polícia, pois a usura, que é o ganho abusivo de juros em cima de empréstimos financeiros, é tipificada como crime há muito tempo.
Que esta indignação tome vulto e consigamos num futuro próximo enfrentar estas aberrações que sugam a energia vital da sociedade brasileira.