Entra ano, sai ano e a mesma história se
repete para aqueles que se aventuram a passar uns dias da temporada de veraneio
na ilha de São Francisco do Sul.
A peregrinação pela rodovia que corta o norte
catarinense se inicia nas festas natalinas e reúne milhares de “devotos”, que
permanecem por períodos determinados com o intuito de gozar merecidos dias de
descanso até o fim do carnaval.
Frequentadores assíduos das lindas praias que compõe a orla de São
Chico, assim como eu, já sabem que devem evitar certos horários na estrada
afim de evitar insolúveis congestionamentos. No entanto, nem isso
ultimamente tem sido suficiente para resguardar o bom ânimo do turista, que
mesmo durante a madrugada, se vê obrigado a sofrer por horas dentro de seu
veículo para ir ou vir aos balneários, independente do horário que decida
trafegar pelas rodovias da região.
É certo que isto decorra do "gargalo", onde
milhares de veículos confluem ao mesmo tempo para uma única pista, causando extrema
lentidão para quem está inserido no engarrafamento.
Aos que chegam pela primeira vez então, essa tremenda lição de
paciência naturalmente se mostra como um ponto negativo, que pode
interferir em futuras decisões para os viajantes, que desejem outrora voltar ao
nosso paradisíaco litoral. Outros destinos também atraentes do estado,
que têm o acesso facilitado, comparado ao esgotamento da BR-280 e suas
intermináveis filas, figuram como primeira opção àqueles que procuram belas
paisagens no Sul do Brasil.
Medidas paliativas como reforço de
policiamento rodoviário, criação de terceira pista aventada pelo poder público,
podem surtir efeito, mas demandam de “força-tarefa”, com data e hora para
começar e concluir suas ações.
Este cenário, reforça a necessidade de concentrarmos esforços para
sensibilizarmos nossas lideranças e autoridades de que não há mais tempo para
esperarmos pela duplicação desta importante via de Santa Catarina. Além de
otimizarmos a vida daqueles que nos visitam, teremos também um tremendo
aporte logístico, com a ampliação e facilidade de acesso a um dos principais
portos de nosso estado, gerando renda e desenvolvimento econômico para todos os
catarinenses. Devotos, oremos!

